O presidente da Comissão Parlamentar de
Inquérito da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES), anunciou
nesta quinta-feira que pretende propor a tipificação do
crime de pedofilia, com 30 anos de cadeia para os condenados.
O senador disse que a pedofilia é um problema pior do
que o tráfico de drogas no Brasil e ressaltou a coragem
do bispo que denunciou a prática da pedofilia no Pará.
Magno Malta assegurou que a CPI "irá atrás" de todas as
denúncias que recebeu sobre a prática da pedofilia.- Quem
estiver me ouvindo agora, que denuncie. Disque 100, o
disque-denúncia da Safer Net. Nós vamos te ajudar. Vá
ao Ministério Público, vá ao Conselho Tutelar, fale da
situação da sua criança. Vamos tipificar o crime de pedofilia
e a minha proposição é que seja 30 anos de prisão. E depois
dos 30 anos, pulseira eletrônica até morrer - afirmou.
Magno Malta explicou que o pedófilo precisa ser monitorado
"até a morte" porque a castração química - administração
de hormônios que inibem a libido e a ereção em pedófilos
e estupradores - atua biologicamente mas não psiquicamente
e que o agressor ainda pode atacar suas vítimas de outras
formas. Ele assinalou que a pedofilia "não está nos órgãos
genitais, mas na cabeça dos pedófilos". O senador também
comentou a prisão do jornalista Roberto Cabrini, ocorrida
na quarta-feira, segundo a polícia, por porte de drogas.
Malta disse que quer acreditar na inocência do jornalista
e espera que ele se disponha a fazer um exame toxicológico
para provar que houve uma armação. - Mas ele precisa ter
muito cuidado, porque quem muito cospe para cima um dia
lhe cai na cara. Uma sociedade que faz festas regadas
a bebida alcoólica não tem moral nem autoridade para botar
o dedo na cara de ninguém. Nas madrugadas, ainda vão comprar
cocaína escondido e fazem discurso de bons moços na televisão.
Sem Jesus na família, não tem saída. Essa é a única solução-
alertou. Magno Malta ainda registrou a presença, em Plenário,
do pastor Marco Pereira, da Assembléia de Deus dos Últimos
Tempos. O senador revelou que o pastor foi investigado
por quase dez anos pela polícia do Rio de Janeiro, porque
recuperava traficantes. A polícia, disse o senador, vigiava
o pastor pensando que ele dava proteção aos traficantes.
Fonte: Correio do Brasil