Em vez de procurar as grandes igrejas, cada
vez mais fiéis embarcam em viagens espirituais ao lado de
gente da sua tribo. O resultado é que hoje surfistas, roqueiros
e até soldados do Bope têm templos para cultivar a sua fé.
No telhado de um pequeno edifício, de onde se tem uma vista
de cartão-postal da baía de Guanabara, cerca de

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homens estão reunidos em silêncio.
A concentração e as Bíblias que alguns portam mostram que
um culto evangélico está para começar. Um homem moreno sobe
ao púlpito e, após um depoimento emocionado, convida os
demais a cantarem juntos um hit gospel. Pode-se sentir a
emoção no ar à medida que a música cresce: "Toda a igreja
louva ao Senhor / Posso até chorar / Mas a alegria vem de
manhã / É Deus perto e não longe".
O ritual se parece com outras centenas de cultos celebrados
no Rio de Janeiro todos os dias. Mas a cerimônia acontece
no Bope, o batalhão de operações especiais da PM carioca.
Em visita à unidade, uma desembargadora diz: "Achava impossível
ver soldados do Bope louvando a Deus". O que ela talvez
não saiba é que há hoje no Brasil outros cultos destinados
a grupos que passam longe do estereótipo do crente tradicional,
como rappers e fãs de rock pesado. Galileu visitou alguns
deles para entender os novos caminhos do protestantismo
no Brasil.
Fonte: Revista Galileu