Notícias
cristãs atualizadas |
|
| * Caio Fábio e a lei da mordaça
(Por Caio Fábio) |
"Muita
gente vem me escrevendo acerca do tal Lei Contra
a Homofobia pedindo de mim uma opinião, a qual, tendo em
vista que em geral os “religiosos” são homofóbicos mesmo,
não me interessei nem em ver o texto e menos ainda em discuti-lo.
Ontem, no entanto, atendo ao pedido de uma pessoa amiga
e que ocupa o cargo de Senador da Republica, li o texto
a fim de dar a minha opinião.
Ora, a simples leitura
do texto do projeto de lei me evidenciou de saída o fato
de que o tal projeto não apenas incorre em várias inconstitucionalidades,
mas, também,
muito além disso, cria precedentes hostis e perversos, sem
falar que dá, em tal caso, aos queixosos homossexuais, um
poder de arbítrio sobre inúmeras áreas da vida comum, gerando
o espaço legal para grande quantidade de exageros e exacerbações.
Em minha opinião o projeto
de lei é inconstitucional na forma como está redigido, pois,
gera uma soberania de direito ao grupo que demanda tal direito,
que, pela própria natureza da formulação legal, anula outros
direitos superiores e bem mais antigos em sua legitimidade.
Por exemplo, por tal
lei, no caso de ela um dia vigorar, os demais direitos universais
(como o de expressão de opinião de qualquer natureza, se
for contrária às manifestações homossexuais, ainda que escandalosas),
serão subjugados pelos direitos de qualidade “Homocráticas”
de tal grupo, posto que, pelo bojo da proposta, declara-se
mesmo a impossibilidade de discordar publicamente de práticas
ou ideologias de conteúdo homossexual.
Ora,
a tal PL122 supostamente se fundamenta em direitos
inalienáveis, como os que protegem condições intrínsecas
dos humanos, como raça, etnia e cor, mas, apesar de tudo,
evoca os direitos da própria expressão religiosa (um dos
direitos inalienáveis da Constituição), pondo-se em equivalência
com aquilo que sendo objetivo não necessita nem de demonstração
e nem de prova, como é o caso de uma raça ou etnia.
Uma raça é uma raça.
Uma etnia é uma etnia. Portanto, são realidades universais
e objetivas em sua constituição.
Não é a mesma coisa
com a condição homossexual, a qual, como se sabe, tem casos
de homossexualidade inata e intrínseca, tanto quanto também
possui uma enorme quantidade de casos que não carregam traços
inatos da condição, mas apenas configuram uma “escolha”,
não sendo, dessa forma, em hipótese alguma, algo que possa
ser universalizado como universal é o direito de uma raça
ou etnia.
Isto sem falar que a
PL 122 também cria, de modo inerente, uma espécie de vitaliciedade
empregatícia. Sim! Pois com as descrições de direito que
teria um suposto homossexual ante um patrão (podendo ele
alegar pela via da simples queixa que está sendo objeto
de discriminação, não importando o grau de objetividade
e de constatabilidade da denuncia) - todos os patrões são
postos na difícil situação de temer despedir um funcionário
homossexual, por qualquer que seja a razão trabalhista ou
funcional, em razão de que sob ele pesará a possibilidade
de ser condenado pela subjetividade ou até mesmo esperteza
e ou maldade do funcionário queixoso.
Há de se ter leis que
protejam os homossexuais de toda forma de discriminação
real e objetiva. Do mesmo modo, há de se ter sempre leis
que ao garantirem os direitos de minorias não o façam contra
a expressão da maioria.
A
presente PL 122, todavia, vai além da proteção
aos direitos dos homossexuais, e, por outra via, passa a
ser uma lei de Homossexualismo ao invés de ser um lei de
proteção ao direito de ser homossexual numa sociedade democrática
e pluralista.
Acho fundamental aqui
fazer duas distinções que julgo importantes:
1. Homossexualidade
não é homossexualismo. Homossexualidade pode ser uma condição
psíquica ou até congênita (ainda a ser completamente provada,
e, até agora, relacionado à minoria dos casos), a qual,
na maior parte das vezes, é praticada com descrição e recato
natural, assim como deve proceder um heterossexual sadio.
Já o homossexualismo é ideológico, político, impositivo,
catequético, fundamentalista em seu fervor fanático, e,
sobretudo, trata-se de um movimento “sindicalizante” e hostil.
Ora, a presente PL 122 é tipicamente um projeto de lei homossexualista
e altamente ideológico.
2. Direitos Universais
são caracterizados pela inafastabilidade objetiva da condição
existente. Assim, etnias e raças carregam a si mesmas em
seus direitos universais. Ora, o mesmo não se pode dizer
da homossexualidade, a qual existe em estado de profunda
subjetividade, além de que está há anos luz de distancia
de qualquer coisa que se possa chamar de condição universal.
Desse modo, creio que a presente PL 122 faz universal um
particular da existência humana. Ora, em tal caso, creio
que uma outra PL deve ser proposta, mas que não carregue
em si “direitos” que soneguem outros direitos universais
já estabelecidos e por todos aceitos como fruto do bom senso.
Aqui me eximo de falar
sobre outras implicações do presente Projeto de Lei 122,
posto que a meu ver são apenas reações angustiadas ante
à desvairada propositura da PL122, mas que não tratam das
questões de sua inviabilidade Constitucional.
Isto posto de modo muito
rápido, concluo dizendo que creio que o que de melhor se
faria seria derrubar tal PL122, e, no lugar dela, que parlamentares
equilibrados, e que, portanto, não fossem nem militantes
homofóbicas e nem militantes homossexualistas, propusessem
um novo projeto de lei, o qual deveria dar respeito e dignidade
aos homossexuais em nossa sociedade, ao mesmo tempo em que
eles não fossem feitos os juizes e os executores de leis
conforme se prevê nesta fatídica PL122.
O meu temor agora é
pelas manifestações de amanhã, como Silas, Linhares e Cia.
LTDA vociferando ódios, de um lado; enquanto, do outro lado,
os “homossexualistas” ganham mais um argumento apenas assistindo
o destilar do ódio de seus opositores.
A
PL 122 é uma desgraça. Pena que não é apenas
ela, pois, sendo justo, tem-se que admitir que os modos
da refutação sejam tão cheios de ódio e de homofobia, que,
por tal razão, até quem está errado fica certo pelo ódio
do antagonista.
A verdade tem que ser
seguida em amor. Pois, do contrário, até a verdade se torna
mentira quando os modos são os do ódio.
Podendo escrever muitas
outras coisas, mas atendo-me apenas a estas, peço as orações
de todos, pois, o resultado de tudo isto pode ser a criação
de muito mais ódio numa sociedade que está perdendo por
completo o amor e a reverencia pelo próximo.
No espírito que Dele
tenho aprendido,"
Caio Fábio
|
|
|