Fontes cristãs, judaicas e pagãs evidenciam historicidade
do homem. Menções lacônicas fora do Novo Testamento
mostram desimportância.
Viciados em teorias da conspiração adoram a idéia: Jesus
nunca teria existido. As histórias sobre sua vida, morte
e ressurreição que chegaram até nós seriam mera colagem
de antigos mitos egípcios e babilônicos, com pitadas
do Antigo Testamento para dar aquele saborzinho judaico.
Na prática, Cristo não seria mais real do que Osíris
ou Baal, dois deuses mitológicos que também morreram
e ressuscitaram.
No entanto, para a esmagadora maioria dos estudiosos, sejam eles homens de fé ou ateus, a tese não passa de bobagem. A figura de Jesus pode até ter “atraído” elementos de mitos antigos para sua história, mas temos uma quantidade razoável de informações historicamente confiáveis sobre ele, englobando pistas de fontes cristãs, judaicas e pagãs.
Outra fonte crucial é Flávio Josefo, autor da obra "Antigüidades Judaicas", também do século 1. O texto de Josefo sofreu interferências de copistas cristãos, mas é possível determinar sua forma original, bastante neutra: Jesus seria um “mestre”, responsável por “feitos extraordinários”, crucificado a mando de Pilatos, cujos seguidores ainda existiam, apesar disso. Duas décadas depois, o historiador romano Tácito conta a mesma história básica, precisando que Jesus tinha morrido na época de Pilatos e do imperador Tibério (duas referências que batem com o Novo Testamento).
Esses dados mostram duas coisas: a historicidade de Jesus e também sua relativa desimportância diante das autoridades romanas e judaicas, como um profeta marginal num canto remoto e pobre do Império.
G1


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