Uma mulher foi morta a facadas na casa onde morava,
no Rio de Janeiro. O acusado do crime seria o marido
João Inácio dos Santos, 41 anos, que teria matado a
vítima após a esposa ter se mostrado contrária às normas
da seita religiosa que ele freqüenta. João se apresentou
à polícia e confessou o crime.
A princípio, os policiais pensaram que João estivesse
delirando ou drogado, mas quando chegaram à casa, encontraram
o corpo e a arma do crime. O assassino afirmou que faz
parte de uma seita que não permite a doação de sangue
e que, em uma conversa com mulher, descobriu que esta
doaria sangue para salvar uma vida. O homem disse que
foi motivado a praticar o crime pois assistiu em um
programa de televisão que falava de presos que conseguiram
se formar em direito cumprindo pena. João disse que
pretende estudar para ser advogado e que se defender
no futuro, quando foi julgado pelo assassinato da esposa.
O assassino se proclamava “vingador de Jeová” e revelou
que pretendia matar outras pessoas que descumprissem
as doutrinas da seita. Ele será encaminhado para exame
psicológico.
Elizabeth Duhau Rego, de 37 anos, foi morta a facadas
pelo ex-marido no sábado, em Miguel Pereira, mas seu
corpo só foi encontrado nesta terça-feira, depois que
o assassino, João Inácio dos Santos, de 41 anos, foi
até a delegacia confessar o crime. Santos disse em depoimento
que matou em nome de Jeová, alegando ser um dos 144
mil escolhidos para entrar no reino dos céus. Ele disse
ainda que sua ex-mulher seria a sua primeira vítima,
de uma lista de muitos assassinatos que ainda cometeria.
Santos decidiu se entregar depois de assistir a uma
reportagem no fim de semana, sobre presidiários que
faziam o curso de direito dentro da cadeia. Ele foi
indiciado por homicídio duplamente qualificado, pois
premeditou o crime e queimou as roupas depois de matar
Elizabeth.