Novas tecnologias a serviço da fé Os novos recursos
de Tecnologia da Informação costumam provocar fobia
entre pessoas que tiveram de se adaptar rapidamente
a um sem-número de facilidades para não ficar para trás.
Mal haviam se acostumado ao aparelho de fax e veio a
internet, com a possibilidade de agilizar ainda mais
as comunicações. Isso sem falar nas mudanças a jato
por que tem passado a telefonia móvel. Já quem tem menos
de 30 anos, traz a marca indelével daqueles que metaforicamente
nasceram com um chip no lugar dos neurotransmissores.
A Igreja Católica tem lançado um olhar todo especial
na direção das transformações tecnológicas. Se, no tempo
da Igreja Primitiva, os apóstolos se arriscavam em longas
viagens para pregar a Palavra aos mais diversos povos,
hoje a evangelização se apóia em tecnologia de ponta.
São Paulo, que pregou a judeus e não-judeus, que correu
o mundo divulgando os ensinamentos de Jesus Cristo –
passando pela Galácia, Ásia e Macedônia – hoje levaria
poucas horas para atingir sua meta. Não há como negar
que, semelhante à pesca com rede, os novos recursos
de comunicação chegam acompanhados de muito lixo, precisando
passar por uma criteriosa seleção de material. Esse
papel a Igreja assumiu plenamente nos últimos anos.
Os fiéis costumam fazer uso de e-mails, internet, aparelho
celular e transmissões via satélite como ferramentas
de evangelização, preservando seus valores em benefício
próprio e da coletividade. Quem imagina que a Igreja
tem apenas buscado se adaptar passivamente aos novos
meios de comunicação desconhece a reengenharia que vem
ocorrendo entre os católicos. Comunidades de vida, como
a Canção Nova, não só fazem uso das transmissões por
rádio e TV para levar conteúdo de alta qualidade até
cada um de seus filhos. Hoje, a palavra-chave é interação.
Os fiéis são convidados a compartilhar suas opiniões,
pensamentos, dúvidas e sentimentos, estando a seu alcance
os mais jovens e revolucionários recursos de interconexão,
como os aparelhos de tecnologia móvel, blogs, podcasts,
sites de relacionamento e webTV, só para citar alguns.
Com pouco mais de seis meses no ar, o portal de relacionamento
da Canção Nova (www.comunidade.cn) registra mais de
13 mil membros, com 50 mil page views diários. A diferença
entre o site católico e os seculares está em seu conteúdo
informativo e formativo, controlado por mediadores.
O objetivo é proporcionar um ambiente saudável aos usuários,
comprometido com sua formação social, educacional e
cultural. Os participantes podem criar seus blogs, álbuns
de fotos, trocar mensagens com os amigos do perfil,
postar vídeos e áudio, além de ouvir músicas em MP3,
rádios e TVs on line. Os esforços da Igreja são muitos.
A Pastoral da Comunicação da CNBB (Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil) tem como referência: “Eis que
faço de novo todas as coisas” (Ap 2 1,5). Essa é a força
propulsora dos católicos, sem esquecer a importância
da convivência. Por mais que a tecnologia encurte distâncias,
eventos religiosos como os de Corpus Christi, Festa
da Misericórdia e Hosana Brasil atraíram mais de 80
mil pessoas ao Vale do Paraíba, em São Paulo, no ano
passado. Isto é sinal de que a Igreja continua firme
no propósito da religião, ‘religando’ as pessoas a Deus
e aos irmãos.
Fonte: IT Web