Denuncia o bispo guatemalteco Víctor
Hugo Palma Paúl.
A teologia da prosperidade, que vê na pobreza a maldição,
se converteu na nova ameaça para a Igreja católica na
América Latina, denunciou o bispo da diocese de Escuintla,
na Guatemala, diante da Assembléia do Sínodo dos Bispos.
Dom Víctor Hugo Palma Paúl, ao intervir no Sínodo, reconheceu
que nestes momentos se dá um panorama sombrio no campo
bíblico.
«Não só por conseqüências da anulação dos critérios»
de interpretação da Bíblia surgidos da Reforma Protestante,
mas pelo surgimento de ‘uma nova gnose’ que introduz
na interpretação bíblica elementos estranhos à essência
do cristianismo.
Além do grave fundamentalismo nas seitas, trata-se de
serviços religiosos pseudo-cristãos que, como expressão
do antropocentrismo cultural e até mesmo existencial
da atualidade, utilizam a Bíblia para propor idéias
de progresso material, de reinvenção de si mesmo, de
conhecimento de caminhos de anulação da dor etc.», denunciou.
«Especialmente em regiões pobres ou emergentes da América
Latina, a necessidade de uma cosmovisão econômica e
para alguns, necessariamente religiosa, que ajude a
superar os conflitos de pobreza, corrupção administrativa,
frustração econômica, insegurança cidadã etc., cria
um campo fértil para o marketing da chamada ‘teologia
da propsperidade’».
Trata-se, ilustrou, de «um falso Deus aparentemente
bìblico, mas não cristão que reduz o horizonte de sua
ação na vida humana à pobreza como ‘maldição’ e a riqueza
como ‘benção ou prosperidade’».
Esta «teologia da prosperidade», disse, surge da atomização
de grupos nascidos do evangelismo neopentecostal, que
manipulam a tradução, a pregação e a aplicação existencial
da Palavra de Deus.
Diante desta visão do Evangelho, é urgente, disse, «uma
formação e pastoral bíblica que unam Bíblia e Tradição,
para viver o encontro com Jesus Cristo como caminho
para a conversão, a comunhão e a solidariedade».
Fontes: ZENIT e Notícias
Cristãs