Arqueólogos
acham vestígios de muralha de Jerusalém nos tempos de
Jesus Fortificação de 3 m de altura

cercava
a cidade durante o século 1 d.C. Pesquisadores também
encontraram restos de escavação do século 19. Arqueólogos
israelenses descobriram no Monte Sião vestígios da face
sul da muralha que cercava Jerusalém no século 1 d.C.,
o que ajuda a entender um pouco mais da cidade pela qual
caminharam personagens históricos como Jesus Cristo e
Herodes.
Muro foi destruído pelos romanos no ano 70 da Era Cristã
(Foto: Ronen Zvulun/Reuters) Após um ano e meio de escavações,
a Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA, em inglês)
apresentou hoje em entrevista coletiva os resultados de
um projeto que revelou partes da muralha que cercava a
Cidade Santa durante a época do Segundo Templo (518 a.C.
a 70 d.C.). O diretor da escavação, Yehiel Zelinger, afirmou
que essa descoberta "permite ter uma idéia mais clara
do que era Jerusalém naquela época, a de seu maior esplendor".
"Sabíamos que existiam restos da muralha e por onde passavam,
mas nunca a tínhamos visto e agora estarão à vista de
todos", acrescenta o estudioso, que diz que o muro tinha
mais de três metros de altura. Sobre essa muralha da época
do Segundo Templo apareceu outro muro do período bizantino
(324 d.C. a 640 d.C.).
Participante da escavação na Cidade Velha de Jerusalém
(Foto: Ronen Zvulun/Reuters) Épocas sobrepostas "O

fato
de haverem duas muralhas de diferentes épocas uma sobre
a outra nos faz pensar que seguem uma linha topográfica
para proteger o centro da cidade", declarou Zelinger,
para quem esta informação "oferece esperanças de que também
serão encontrados vestígios da muralha na época do Primeiro
Templo (o de Salomão, destruído em 587 a.C.)". Os restos
da parte sul da muralha da Cidade Santa já foram escavados
há cerca de 120 anos pelo arqueólogo britânico Frederick
Jones Bliss, que encontrou os muros através de túneis,
que, com o passar do tempo, voltaram a encher de terra.
Arqueólogos britânicos do século 19 deixaram este sapato
para trás no sítio (Foto: Klara Amit/Reuters) Através
de um estudo de referências cruzadas entre os mapas da
escavação britânica e as plantas atuais da cidade, os
arqueólogos da IAA determinaram onde estavam os túneis
e voltaram a escavar a região, na qual encontraram vestígios
da primeira escavação, como um sapato e pedaços de garrafas
de cerveja e vinho de mais de um século. EFE/G1
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